quarta-feira, 7 de março de 2012

Não Sei Dançar (Manuel Bandeira)

Bom dia, patota!
Como estão vocês?! Cara, eu to MUITO feliz, hehehe. É por isso que eu vim postar hoje, sei lá, desde meu último post o blog ficou parado, então resolvi postar de novo. A ideia do post de hoje é bem diferente dos meus outros posts, é de trazer um pouco mais de cultura nacional para todos nós! Postarei aqui um poema do Manuel Bandeira, Não Sei Dançar, que analisamos esses dias na aula de literatura.
Eu mesmo, apesar de amante das palavras e da poesia, não sou muito fã do Bandeira (prefiro alguns outros poetas nacionais, como o Mário Quintana e o Carlos Drummond de Andrade, por exemplo). Ele é muito repetitivo com a danada da tuberculose. Mas esse poema, especificamente, achei de uma genialidade (como muitos outros poetas nacionais) imensurável. Então eu vou passar para vocês darem uma lida, sei lá, vai que interessa =D

"Uns tomam etér, outros cocaína.
Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria.
Tenho todos os motivos menos um de ser triste.
Mas o cálculo das probalidades é uma pilhéria...
Abaixo Amiel!
E nunca lerei o diário de Maria Bashkirtseff.

Sim, já perdi, pai, mãe, irmãos.
Perdi a saúde também.
É por isso que sinto como ninguém o ritmo do jazz-band.

Uns tomam etér, outros cocaína.
Eu tomo alegria!
Eis aí por que vim a este baile de terça-feira gorda.
Mistura muito excelente de chás...

Esta foi açafata...

- Não, foi arrumadeira.
E está dançando com o ex-prefeito municipal.
Tão Brasil!

De fato este salão de sangues misturados parece o Brasil...
Há até a fração incipiente amarela
Na figua de um japonês.
O japonês também dança maxixe:
Acugêlê banzai!

A filha do usineiro de Campos
Olha com repugnância
Para a crioula imoral.
No entanto o que faz a indecência da outra
É dengue nos olhos maravilhosos da moça.
E aquele cair de ombros...
Mas ela não sabe...
Tão Brasil!

Ninguém se lembra da política...
Nem dos oito mil quilômetros de costa...
O algodão de Seridó é o melhor do mundo... Que me importa?
Não há malária nem moléstia de Chagas nem ancilóstomos.
A sereia sibila e o ganzá do jazz-band batuca.
Eu tomo alegria!


Bem, espero que gostem hehe
Beijos e abraços,
Corram pelados,
Henrique Dottoly
õ/

P.S.: Quem sabe eu passe um ou outro poema desses por aqui =D

P.S.2: Se alguém quiser analisar o poema, o qlqr coisa do tipo, pode deixar nos comentários ou me mandar um e-mail, ou se tiver alguma sugestão de poema, sl, qlqr coisa... (henriquedottoly@bol.com.br)

P.S.3: Esse poema é FODA!

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